Prevalência de atividade física e fatores associados em escolares da rede pública estadual de São Paulo

O presente estudo avaliou nível de atividade física (AF) e seus efeitos associados entre estudantes da rede pública de São Paulo.

Leonardo José Silva e Victor Matsudo. Douglas Roque Andrade, Mario Renato Azevedo, Gerson Luis de Moraes Ferrari Luis Carlos Oliveira, Timóteo Leandro Araújo e  Sandra Marcela Matsudo.

Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul.

Resumo

O presente estudo avaliou nível de atividade física (AF) e seus efeitos associados entre estudantes da rede pública de São Paulo. Um estudo transversal foi feito usando uma amostra representativa de estudantes (n = 2.555) da rede pública de ensino de São Paulo. Foi utilizado o International Physical Activity Questionnaire para determinar o nível AF. Estudantes que relataram pelo menos 300 minutos/semana de AF, foram considerados ativos. As variáveis independentes foram: sexo, idade, índice de massa corporal, educação, região e o conhecimento do programa Agita São Paulo. A prevalência de AF regular foi de 71,7%. Os meninos (RP = 1,09, IC95% = 1,04 -1,15), 17 anos de idade (RP = 1,16, 95% IC 1,09-1,24), terceiro ano do ensino médio (RP = 1,20, IC95%= 1,12-1,29), e aqueles que residiam na região do Centro-Oeste (RP = 1,27, IC95% 1,16-1,38) tinham maior probabilidade de ser ativos. Meninos de 17 anos de idade, no terceiro ano do ensino médio, que residiam no Centro-Oeste e reconhecia o programa Agita São Paulo/Agita Galera tinham níveis mais elevados de AF. Alunos de São Paulo apresentaram um elevado nível de AF. Meninos com idade superior a 17 anos, do 3º ano do ensino médio, que residiam na região Centro-Oeste, e reconhecia o programa Agita São Paulo/Agita Galera foram mais propensos a ser mais ativos.

http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/artigo_int.php?id_artigo=15379